Depois de uma serie de exercícios de uma sutileza inimaginável e analogias que muito se assemelham aos nossos conflitos cotidianos, eu achei que o playfight era algo complexo demais para uma iniciante na arte do contato e improvisação sem nenhum conhecimento em lutas. Porem, ao começar a praticar, vi que me enganei. Eu posso não conhecer formalmente as artes marciais, mas todos os corpos vivos conhecem e amam o movimento, a dança e o combate. Todos os corpos lutam e brincam para sobreviver. O extase de se sentir desafiado e ao mesmo tempo apoiado por outros corpos e uma sensação única, viciante. Você pode ser seu maior aliado ou maior inimigo, de acordo com seu autoconhecimento e consciência de onde estão suas tensões. Embora de fato o playfight tenha uma imensa filosofia por tras que pode nos levar a horas a fio de conversa, toda essa complexidade parece inerente ao corpo e ele se sente grato. Ele se sente forte, poderoso. Obrigada por essa experiência, Bruno, de reconhecimento da nossa forca através da não resistência.
Flor Castilhos
Brazil